CLA Entrevista - Adriana Colloca, superintendente da Abrasce


Com vasto conhecimento sobre mercado de shopping center, a economista, administradora e superintendente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), responsável pelas áreas de operações, novos negócios, relacionamento com associados, marketing e inteligência, Adriana Colloca fala das expectativas para o setor em 2017 e aposta em “pop-ups” como estratégia para atrair o público consumidor.

1. Quais são as perspectivas em relação ao crescimento da indústria de shopping center para 2017?

R: Vamos divulgar a previsão de crescimento em nossa coletiva de imprensa em janeiro. Porém podemos adiantar que levantamentos realizados pela Abrasce junto aos shoppings indicam previsão de crescimento próxima à inflação. Aos poucos temos observado uma melhora na confiança do consumidor e leve retomada do consumo. Entre junho e setembro deste ano, a indústria registrou aumento de 4% nas vendas em relação ao último ano. Nossa expectativa é de que essa curva continua ascendente.

2. Formatos de custo de implementação mais baixos (ex. quiosque) podem ser uma saída para o varejo?

R: Observamos que modelos de custo mais baixo são e sempre foram mais aceitos para alguns produtos específicos. Além de quiosques, outra alternativa atrativa no momento de retomada do crescimento econômico são as lojas ‘pop-ups’, que são temporárias e têm o objetivo de lançar algum produto, assim como de lojista e shopping experimentarem um ao outro.

3. Como é a adoção de novas tecnologias no varejo?

R: A análise do comportamento do consumidor mostra-se eficaz para direcionar a tomada de decisão referente à adoção de novas tecnologias. Neste sentido, o uso de aplicativos é uma prática comum que muitos shoppings já tem. A tecnologia facilita a visita do consumidor, no estacionamento, por exemplo, além de contribuir para o relacionamento com clientes. Também na operação do empreendimento, a tecnologia é cada vez mais empregada a fim de reduzir custo para os lojistas.

4. Cada vez mais os shoppings investem em promoções, eventos e ações recreativas para crianças com vistas a atrair os consumidores. Na sua opinião investir em revitalização também seria uma estratégia diferenciada?

R: Certamente. Para o mercado de shopping centers, a arquitetura, capricho e estética são diferenciais para consumidores. Muitos empreendimentos têm investido em áreas verdes e espaços abertos. É uma preocupação constante manter o centro vivo e atual a fim de atender o desejo dos consumidores. Por isso, o setor passa sempre por revitalizações, expansões e renovações de mix. Seguir tendências e revitalizar são necessários para ganhar competitividade.

5. Num período em que ninguém quer (ou pode) perder dinheiro com ideias magníficas no papel, mas sem garantia de emplacar, qual seria sua sugestão para inovar?

R: Shopping Centers são mais seguros no momento de crise, uma vez que garantem fluxo de consumidores, conveniência, praticidade e apoio aos lojistas. Em épocas de crise, valem investimentos mais seguros. Procurar empreendimentos de acordo com o perfil de seu produto, além de quiosques e lojas pop-ups, como mencionado anteriormente, permitem mitigar riscos de negócios inovadores. O uso de mídias sociais também pode ajudar os empreendedores. Ele permite a realização de pesquisas com baixo custo para direcionar a tomada de decisão do mix de marketing de uma loja nova, por exemplo, além de ser um caminho para lançar produtos e ouvir o que clientes têm a dizer.

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